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domingo, 4 de setembro de 2011

clap, clap, clap



"Você não pode conectar os pontos olhando adiante, você só pode conectá-los olhando para trás" - Steve Jobs, em discurso na universidade de Stanford em 2005

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Que venha o verão!

"A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja estratégia." (Gen. Norman Schwarzkopf)
Liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, mas não se conduz pessoas dizendo que é você quem faz ou deve fazer isso. Uma boa primavera, Khadafi.

domingo, 29 de maio de 2011

Puro osso?

A morte é encarada de diferentes formas nas mais importantes religiões do mundo e isso é determinante para entender como os indivíduos de uma sociedade se comportam diante de algumas situações. O papa católico, Bento XVI, já afirmara: “com a morte diante dos olhos, a questão do significado da vida torna-se inevitável”.
Observando como uma religião encara a morte, é possível, por exemplo, entender o que leva um homem-bomba a explodir o próprio corpo em nome da fé. No Islamismo, os adeptos acreditam que, se viverem de acordo com os ensinamentos divinos, seguirão tranquilos para a reencarnação. Porém, os que morrem em jihad (luta pela fé) vão direto para o paraíso.
No ritual de preparação do corpo dos mortos islâmicos, os familiares e amigos do mesmo sexo, e apenas eles, despem e lavam de três a cinco vezes o cadáver. Em seguida, o corpo é coberto por um sudário branco e perfumado com cânfora. As últimas palavras ouvidas pelos islâmicos devem ser o shahãdah, uma oração contra o demônio e de afirmação da existência exclusiva de Alá como Deus.
Há, no entanto, quem acredite na existência de três deuses: Brahma, Vishnu e Shiva. Esse é o caso dos seguidores do Hinduísmo, que têm a crença bastante incomum. Quando um hindu está prestes a morrer, por exemplo, o corpo é deitado no chão, a céu aberto e com a cabeça voltada para o Sul para que inicie o desprendimento entre alma e corpo.
Eles acreditam na reencarnação tanto em animais ou humanos, dessa forma, a alma volta várias vezes à vida até se libertar. Por isso, a preparação do corpo do falecido é feita como quem se prepara para uma festa. As mulheres são penteadas, os homens barbeados e ambos vestidos com boas roupas. Uma mortalha de tecido recobre o corpo dos pés à cabeça, deixando somente o topo do crânio descoberto.
Os judeus, por sua vez, acreditam que são apenas “hóspedes temporários” de passagem pela Terra. A alma sobrevive mesmo que o corpo tenha falecido. Eles não encaram a morte como tragédia e sim como algo natural. Se forem bons e dignos, a alma será recompensada no além. É comum que os familiares ofereçam donativos a entidades beneficentes para trazer conforto espiritual ao morto.
No velório do Judaísmo, o caixão é ladeado por velas para que o espírito encontre um caminho iluminado. Ninguém deve puxar conversa ou dar pêsames aos familiares já que os adeptos creem que nenhuma palavra pode expressar a dor. Na cerimônia, o caixão fica fechado e os presentes não comem, bebem, cantam nem ouvem músicas. Apenas acontece, em voz alta, a leitura de salmos e declarações das virtudes do falecido.
A mais conhecida e praticada no País, a religião cristã prega que o espírito vai para o céu ou para o inferno. Para os católicos, há o purgatório e para as outras denominações a morte é um sono até o dia do juízo. O destino varia de acordo com a vida do cristão. Por isso, quando da morte, familiares e amigos oram para que o falecido seja perdoado de seus pecados e alcance o paraíso.
Semelhante ao Hinduísmo, no Cristianismo, pela tradição católica, o corpo deve ser bem lavado, vestido com boas roupas e ungido com perfumes e especiarias. Todo o cuidado é pouco para quem se prepara para a vida eterna. Antes, porém, é comum que um padre faça a extrema-unção, passando óleo dos enfermos em seis partes do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, mãos e pés.
Independente dos rituais, das crenças, da região em que é praticada a doutrina ou a influência de seus dogmas sobre a vida dos cidadãos no modo de pensar e agir, existe uma verdade absoluta que transcende a quantidade de deuses e quais são eles: a morte chega para todos. Porém, Benjamim Franklin sempre fez um alerta sobre ela, dizendo: “o homem fraco teme a morte, o desgraçado chama-a; o valente procura-a. Só o sensato a espera”.

sábado, 21 de maio de 2011

"Lambada" new generation?



sábado, 7 de maio de 2011

02 de maio: feriado do terror

Essa postagem era para ter entrado em 02 de maio: o dia que anunciaram a morte de Osama Bin Laden e homenagearam a padroeira do Estado, a "virgem" Nossa Senhora da Penha. O que estes assuntos têm em comum? Em comum, a mesma arma: o terror.

Começaremos por uma situação irreal. Imaginem que o Presidente da República - a lula, o polvo ou apenas um poodle - fosse perseguido por nações estrangeiras. Essas nações iriam invadir o seu país, explodir suas casas, seus irmãos, sua família e seu poodle. O que essas nações estão fazendo? Provocando o terror naqueles que moram no país do polvo, oras. Você ficaria feliz com essas nações que invadiram e explodiram o seu país e o seu poodle?

Agora, voltemos para a situação real. O Osama é terrorista, certo? Ok, não se assustem, eu concordo com isso também. Mas, eu pergunto: quem não é? Eu posso afirmar com absoluta certeza que a sua mãe, leitor, é. Eu posso provocar e dizer que a sua religião, a sua Igreja é terrorista. Do mesmo jeito, afirmo que as tropas americanas são terroristas e, para voltar a ser do contra, entendo os motivos de quem foi às ruas protestar contra a morte de Osama lá no Paquistão.

Se você não concorda, apresente argumentos no campo "comentários" no final da postagem. Mas, não me xinguem, tá? Acho que já aprenderam que isso é coisa de "menino feio". Vou seguir com o texto, acalmem-se. E vou explicar o porquê de sua mãe, sua Igreja e as tropas americanas serem terroristas. Posso? 
Para entender o que as tropas americanas fazem, coloque-se no lugar das pessoas que têm um poodle e um Presidente polvo. Você ficaria aterrorizado com bombardeios no quintal de sua casa, não ficaria? Desde que nasceu, você morre de medo da sua mãe. Sempre foi assim: "menino, não faça isso ou você não fará aquilo", "se você fizer isso, eu farei isso com você", "comporte-se ou não deixarei você fazer tal coisa". Ou não foi? Igual à guerra, a educação tem como elemento principal o terror, o medo. Mas tudo isso é clichê, Danilo. Pois bem, eu sei.

Porém, na última segunda-feira (2 de maio), um entusiasmo de discutir o terror me ocorreu. Motivado, principalmente, pelas comemorações ao pé do Convento da Penha, onde um mega show religioso - que mais parecia um comício - foi organizado para homenagear a Nossa Senhora da Penha. Era deus (com "D" minúsculo mesmo) para lá, deus para cá e muitas pessoas atestando a covardia própria.

A religião, assim como a sua mãe, a guerra e as tropas americanas, usa o terror como arma. Ou alguém consegue me apresentar um motivo racional que não seja o medo para justificar a crença em deus? A equação para acreditar nessa política de controle das massas é simples: você não sabe ou tem dúvidas do que acontecerá depois que você morrer. Soma-se a isso uma religião que diz que, se você for mau, irá para o inferno e que lá é um lugar horrível. Já que você não sabe a verdade e tem medo do desconhecido (a pós-morte), acredita e, de novo por medo, não contesta o que é falado por deus.

Qual a relação disso tudo? A mesma arma. Se você acredita em deus, não critique os EUA por matarem Osama e não critique os paquistaneses por se rebelarem contra isso. Não critique alguma situação da qual você faz parte. Você também é criatura do medo. A Igreja usa a mesma arma contra você. A mesma arma que os Estados Unidos combateu e usou para matar Osama. A mesma arma que Osama usou em 2001. A mesma arma da qual você é vítima há 2011 anos.

"Religião: uma filha da Esperança e do Medo, que explica à Ignorância a natureza do Desconhecido" Ambrose Gwinett Bierce

"Toda religião é fundada no medo de muitos e na esperteza de uns poucos" Henri Stendhal
"Você pode ter a fé que quiser em espíritos, em vida após a morte, no paraíso e no inferno, mas se tratando desse mundo, não seja idiota. Porque você pode me dizer que deposita sua fé em Deus para passar pelo dia, mas quando chega a hora de atravessar a rua, eu sei que você olha para os dois lados" House